terça-feira, 28 de junho de 2011
Desenho Infantil
A princípio usavam os desenhos para comunicar-se, expressar opiniões, já que todo o mundo era praticamente iletrado. Os desenhos funcionavam como escrita. Com o tempo, o desenho foi ganhando novas formas, novos traços, e foi-se aperfeiçoando até a realidade atual. O desenho é, portanto, uma representação gráfica de um objeto real ou de uma idéia abstrata.
O desenho e as etapas das crianças
O desenho é quase sempre, a primeira grande obra das crianças. Representa seu primeiro tesouro expressivo, já que através dos desenhos dizem muitas coisas de si mesmas. Pode ser que esta seja a razão pela qual muitos pais estão cada dia mais interessados pelos desenhos que fazem seus filhos. O desenho pode-se converter, em alguns casos, no termômetro do estado de ânimo da criança, já que traduz o que a criança sente, pensa, deseja, o que a deixa inquieta, alegre ou triste.
Cada criança é um mundo, e isso se vê em seus desenhos. Se você pede a um grupo de crianças que desenhe uma casinha de campo, todos os desenhos sairão diferentes. Podem parecer-se em algo, mas jamais serão iguais. Além disso, deve-se considerar que os desenhos também seguem algumas etapas que poderíamos apontar como: - a etapa do realismo fortuito - dos 6 aos 9 anos de idade - a etapa do realismo falhado - dos 9 aos 12 anos de idade - a etapa do realismo intelectual - dos 12 aos 14 anos de idade - a etapa do realismo virtual - a partir dos 14 anos de idade Psicomotricidade
O desenho é uma atividade espontânea e como tal, deve-se respeitá-la e considerá-la como a grande obra das crianças. Se a criança tem vontade de desenhar, anime-a sempre que o faça. O ideal seria que todas as crianças pudessem ter, desde cedo, algum contato com o lápis e o papel. Começarão com rabiscos e logo estarão desenhando formas mais reconhecíveis. Quanto mais a criança desenhar, ela se aperfeiçoará, e mais benefícios se notará no seu desenvolvimento. O desenho facilita e faz evoluir a criança na:
1- psicomotricidade fina2- escrita e a leitura 3- confiança en sí misma 4-exteriorização de suas emoções, sentimentos e sensações 5- comunicação com os demais e consigo mesma 6- criatividade 7- formação da sua personalidade 8- maturidade psicológica
Escrito por Vilma Medina
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Práticas de Ensino com a Escala Cuisenaire:
Práticas ...
A professora Riva
Cusnir, coordenadora da pré-escola do Colégio Max Nordou, da rede particular, do
Rio de Janeiro, utilizou as barrinhas com alunos da pré-escola.
Riva utilizou a teoria
de Jean Piaget, sobre as fases do desenvolvimento infantil, para criar um método
que foi dividido em oito etapas. Cada uma corresponde a um estágio do
conhecimento infantil, e a desenvoltura do grupo é que determina a velocidade
com que se passará de uma fase para outra.
Fase 1:
Acontece o primeiro
contato com as barrinhas, que deve ser uma brincadeira, e apenas o
reconhecimento físico da peças.
Pedir para construir
casinhas, trenzinhos... e discriminar tamanho e cores.
Fase 2:
Reconhecimento das
cores, que é essencial para a compreensão da Escala de Cuisenaire. O avanço
desta percepção pelas crianças, pode ser feita com a ajuda de jogos.
Fase 3:
Depois que as crianças
já estão familiarizadas com as cores e tamanhos do material, é hora de comparar
os tamanhos das barrinhas. Escolhe-se uma barrinha e pede-se à criança que
procure outras duas que juntas, tenham o mesmo tamanho da primeira.
Fase 4:
Começa a associar os
números às cores e aos tamanhos.
Fase 5:
Aprende a adição.
Indica-se uma barrinha qualquer e os alunos tem de combiná-las com outras até
obter o mesmo comprimento, ou seja, o mesmo tamanho.
Fase 6:
Aprende a subtração.
Pode-se usar a tábua da decomposição em que um número, é decomposta em várias
combinações possíveis colocadas lado a lado.
Fase 7 e 8:
Ao estudar
a multiplicação e a divisão, incluindo frações (fase 7), e as equações
com incógnitas (fase 8), os alunos já terão chegado a um ponto em que o material
será útil para conferir seu raciocínio. São assuntos para terceira e quarta
séries, quando as crianças começam a desenvolver o raciocínio de forma mais
abstrata.
Também no
cálculo d equações com incógnitas o aluno poderá empregar as barrinhas, já que
para resolvê-las fará contas de subtração, adição, multiplicação e
divisão.
(...)
Fonte: artigo " O
arco-íris de fazer contas", de autoria de Ricardo Falzetta, que pode ser lido na
íntegra aqui.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Atividades Diagnósticas.
Todo início de ano, é recomendável fazer a avaliação diagnóstica de seus alunos. Somente a partir dela será possível definir quais competências deverão ser desenvolvidas durante o ano e qual o conteúdo necessário para isso.
Fazê-la significa descobrir quais conhecimentos seus alunos trazem dos anos anteriores, como utilizam essas informações no dia-a-dia, o que cada um consegue fazer sozinho e em que casos necessitam de ajuda.
A avaliação pode ser feita com atividades específicas aplicadas nos primeiros dias de aula.
Selecionamos algumas atividades diagnósticas para sua reflexão que poderão ser modificadas, ampliadas e adaptadas às suas necessidades.
A avaliação diagnóstica é um instrumento de investigação do professor, em relação à aprendizagem do aluno, para analisar o que este já sabe e o que precisa ainda saber, e o que ele faz sozinho e o que faz com ajuda (de um par ou do professor).
A avaliação é um dos elementos do Plano de Ensino do professor. Por isso, deve sempre estar de acordo com os objetivos e conteúdos estabelecidos para cada classe/série/agrupamento de alunos.
Quando avaliamos, observamos o desempenho dos alunos como um todo, para que com os dados observados possamos interferir no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos com estratégias adequadas a cada um dos problemas detectados.
Assim, sugerimos a seguir alguns aspectos importantes a serem observados:
1- Sugestão de avaliação das atitudes dos alunos esperadas nas várias áreas curriculares:
• O aluno participa ativamente dos trabalhos em grupo?
• O aluno ajuda outros nas resoluções dos problemas?
• O aluno contesta aspectos com os quais não concorda?
• O aluno procura resolver problemas por seus próprios meios?
• O aluno procura ajuda com outras pessoas?
• O aluno procura ajuda em outros materiais?
• O aluno usa estratégias convencionais na resolução de problemas?
• O aluno usa estratégias criativas de resolução de problemas?
• O aluno justifica suas respostas?
• O aluno registra e socializa seus conhecimentos?
2. Avaliação de Língua Portuguesa em suas subáreas:
Linguagem oral
Habilidades gerais do aluno como falante:
• Expõe suas idéias e seus conhecimentos?
• Formula perguntas e respostas com clareza?
• Explica e defende seus pontos de vista?
• Expõe suas dúvidas?
• Leva em conta a finalidade de sua fala e o seu interlocutor?
• Gosta de ler textos em voz alta para os outros?
Habilidades gerais do aluno como ouvinte:
• Sabe sua hora de falar e de ouvir?
• Ouve a fala alheia?
• Tem concentração em quem fala?
• Percebe e explicita a finalidade da fala alheia?
• Gosta de ouvir textos lidos ou contados por outros?
Linguagem escrita
Habilidades gerais do aluno como leitor de textos diversos:
• Usa estratégia de antecipação por meio do portador/suporte de texto, do título, do autor, do gênero, da ilustração?
• Usa estratégia de inferência, levando em conta o contexto?
• Socializa sua leitura por iniciativa própria?
• Socializa sua leitura por solicitação de outros?
• Percebe a intencionalidade do autor?
• Lê em voz alta com fluência (depois de ter compreendido o texto)?
• Socializa quais tipos de texto gosta de ler?
Habilidades gerais do aluno como produtor de textos diversos (ficcionais e não-ficcionais):
• Relaciona a produção com a situação: finalidades do autor, gênero e interlocutor?
• Faz da produção um processo de trabalho no qual estão presentes várias etapas e suas versões do texto?
• Atende à modalidade textual solicitada, elaborando diversos tipos de texto de acordo com sua função social?
• Desenvolve o tema proposto, mantendo a coerência textual e usando recursos coesivos?
• Segmenta o texto de acordo com sua especificidade?
• Tem domínio relativo da ortografia, da acentuação e da pontuação?
• Fundamenta suas opiniões e respostas?
Aspectos a ser avaliados quanto à capacidade de leitura:
O aluno sabe:
• Localizar informação no texto?
• Inferir uma afirmação que não está dita no texto de forma explícita?
• Diferenciar textos por meio da identificação das características próprias de cada gênero textual?
Aspectos a ser avaliados quanto à produção de textos:
O aluno sabe:
• Elaborar ou parafrasear uma fábula?
• Distinguir narrador de personagem?
• Caracterizar as personagens e o ambiente?
• Empregar esquemas temporais básicos?
• Usar os recursos gráficos do discurso direto e outras pontuações básicas?
• Segmentar o texto em parágrafos?
• Usar os elementos coesivos (nexos e pontuação)?
• Empregar mecanismos básicos de concordância nominal e verbal?
Fonte: www.eaprender.com.br – Assessoria Pedagógica IBEP
quarta-feira, 23 de março de 2011
A importância do apoio familiar no acompanhamento psicopedagógico.
Quando a família valoriza a aprendizagem do filho e quer o seu crescimento, ela busca ajuda, cobra resultados, não falta às sessões, questiona, quer saber o que o filho está fazendo, acolhe às orientações e tenta modificar ações.
A psicopedagoga tem a oportunidade de fazer trocas constantes quanto à aprendizagem, a afetividade, às relações ocorridas na família, as dificuldades encontradas e observar o nível de ansiedade, orientar, esclarecer dúvidas, que favoreçam a aprendizagem e ouvir depoimentos como;
-Que bom doutora!, Eu estava me sentindo tão culpada, por estar mandando minha filha para a escola, com a filha da vizinha;
- Eu nunca tinha pensado nisto;
-Hoje eu vejo como foi bom o que aprendi aqui, tenho mais paciência com meu filho.
A criança é beneficiada com a atenção, o cuidado, a confiança da família. Ela terá provavelmente bons resultados no acompanhamento.
Quando ocorre o contrário, a falta de expectativa com relação ao filho, a falta de cuidado, o desinteresse pelas suas atividades, é triste a constatação e difícil a conquista, as trocas, é preciso antes despertar o desejo, a auto-estima, cobrar a atenção e o compromisso da família, mostrando possibilidades de crescimento, conversando sobre os seus limites, o seu tempo de construção do conhecimento. As marcas já instaladas na criança, devido ao desprezo, às discriminações sofridas, precisam ser trabalhadas e superadas para que a aprendizagem ocorra.
O trabalho é rico, subjetivo e gratificante, quando você consegue criar vínculos afetivos e ajudar a criança a vencer dificuldades e aprender a caminhar sozinha, buscando o conhecimento, com posturas modificadas ou com consciência da sua dificuldade, mas sabendo usar estratégias de solução favoráveis a uma vida melhor.
Christina Sales Novo Especialista em Psicopedagogia. ( 10/02/2010 )
Psicopedagoga
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